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E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. (Lucas 1.31)
Não há como negar que, ao se falar em Natal, duas palavras se apoderam de nós: Papai Noel e Compras. O que, na verdade, tem tudo a ver com o espírito de nossos dias, esse que é consumista, materialista e adulto.
Vinte e cinco de dezembro é tempo de comprar, dar presentes, de peru, maionese, farofa, panetone, rabanada, espumante, etc. O problema do comércio não é festejar o Natal, pois somos nós quem o comemoramos e o comércio simplesmente o comercializa.
A crítica que se faz às comemorações natalícias no geral, é que, infelizmente, o natal se transformou numa grande festa que celebra ausência da simplicidade e obscurece o personagem mais importante a ser lembrando e festejado que é Jesus. Estamos substituindo-o por um velhinho de barbas brancas, talvez muitos de nós o preferimos em lugar de uma singela criança nascida em Belém da Judéia.
Então, o que devemos comemorar no Natal? Embora Jesus, provavelmente, não tenha nascido em dezembro, pois o que há no relato do evangelho de Lucas é que os pastores tinham seus rebanhos fora dos estábulos, e isso, seria impossível no frio desse mês. O certo é que, desde o século quatro, o natal já era regularmente comemorado pelos fiéis nessa data. E desde esse período se relembra, em grande festa, o nascimento de Jesus.
Jesus nasceu, portanto, “glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os seres humanos que desfrutam do seu favor” (Lc 2.14). Não é o velhinho rico que pode comprar muitos presentes para distribuir entre as crianças carentes. É uma criança, que não possuindo bens nenhum deste mundo, pôde dar o presente que capital nenhum jamais poderá comprar: salvação, remissão dos pecados do mundo inteiro (Jo 3.16).
Natal, então, é tempo de celebrar a riqueza dos pobres, dos mais fracos, dos simples, dos inocentes e também de proclamar a vil pobreza daqueles que confiam em suas próprias riquezas e se esquecem do quanto perdem por não valorizarem a herança que poderiam usufruir junto à casa do Pai.
Natal também é tempo de aprender com os pequeninos, como próprio Jesus disse: “Se não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt 18.3).
Deixe-me sugerir de quem podemos aprender nesta data:
“Mas para a que estava aflita não haverá escuridão. Nos primeiros tempos, ele humilhou a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9.1-2, 6).
Meus amigos aproveitem este natal, para antes da ceia, a mesa, contar para todos os presentes a história da criancinha que nasceu no estábulo, entretanto tem o seu lugar no coração de todos os homens e mulheres, ricos e pobres, poderosos e fracos; sim, de todos os que o reconhecem como o Deus que faltava em suas próprias vidas.
Natal é tempo de ganhar, como presente, o próprio filho de Deus. E também de o oferecer a todos aqueles a quem Ele quer bem.
Feliz Natal e boas festas…
Adalberto Costa Oliveira, pastor.

